O que é a cirrose, as causas além do álcool, os sinais de alerta e o acompanhamento coordenado com a Dra. Amanda Saavedra, no Jardim Botânico e on-line.
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A cirrose hepática é a fase em que anos de agressão ao fígado transformam o tecido saudável em cicatriz. Ela não é causada só pelo álcool: gordura no fígado, hepatites e doenças autoimunes também levam a ela. A Dra. Amanda Saavedra, médica de clínica médica e hepatologia no Rio de Janeiro, faz o acompanhamento coordenado de quem tem cirrose.
O diagnóstico de cirrose costuma vir carregado de medo e de culpa. A consulta é um espaço para entender a doença sem julgamento e para organizar um plano de cuidado.
O fígado tem uma grande capacidade de se recuperar. Quando ele é agredido de forma contínua, por anos, a inflamação forma cicatrizes, que recebem o nome de fibrose. Com o tempo, a fibrose se espalha, muda a estrutura do órgão e forma nódulos de regeneração cercados por cicatriz. Essa é a cirrose: o resultado de uma agressão longa, e não de um evento isolado.
Com a estrutura alterada, o sangue passa com mais dificuldade pelo fígado, e a pressão aumenta na veia que leva o sangue do intestino até ele, a veia porta. É a chamada hipertensão portal, que explica boa parte das complicações da cirrose, como as varizes no esôfago, o acúmulo de líquido na barriga e o baço aumentado.
A cirrose tem duas fases. Na cirrose compensada, o fígado ainda dá conta das suas funções, e muitas pessoas não têm sintomas. Na cirrose descompensada, aparecem complicações. Muitas pessoas vivem anos na fase compensada, e o acompanhamento existe justamente para que ela se mantenha pelo maior tempo possível. O dano já instalado não costuma ser revertido com remédio, mas tratar a causa e cuidar do fígado mudam a evolução da doença.
A associação entre cirrose e álcool é real, mas incompleta. Muitas pessoas com cirrose nunca beberam em excesso. As causas mais frequentes são:
| Causa | O que é |
|---|---|
| Gordura no fígado | A doença hepática associada à disfunção metabólica (MASLD), ligada à resistência à insulina, ao diabetes e ao excesso de peso, pode evoluir com fibrose até a cirrose. Veja a página sobre gordura no fígado. |
| Álcool | O consumo frequente agride o fígado ao longo dos anos, mesmo sem embriaguez. |
| Hepatites virais | A hepatite B e a hepatite C crônicas podem inflamar o fígado por décadas, em silêncio. |
| Doenças autoimunes | A hepatite autoimune sem tratamento leva à inflamação contínua do fígado. |
| Doenças das vias biliares | A colangite biliar primária e a colangite esclerosante primária afetam os canais que levam a bile e, com o tempo, o fígado. |
| Outras causas | Doenças genéticas que acumulam ferro ou cobre no fígado, alguns remédios e causas mais raras. Quando nenhuma causa é encontrada, a cirrose é chamada de criptogênica. |
Muitas vezes, mais de uma causa atua ao mesmo tempo, como gordura no fígado e álcool. Descobrir a causa é parte central do cuidado, porque tratá-la ajuda a frear a doença.
O fígado é silencioso, e a cirrose compensada pode não dar nenhum sinal. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:
Esses sinais também podem ter outras causas. A avaliação é que define o que está acontecendo.
Quem tem cirrose, e a família, precisa conhecer os sinais que não podem esperar a próxima consulta. Procure o pronto-socorro imediatamente se houver:
Na dúvida, não espere em casa. Avise depois a Dra. Amanda para que o acompanhamento seja ajustado.
O diagnóstico e o acompanhamento juntam o quadro clínico com vários exames:
Quem tem cirrose também faz o rastreamento periódico de câncer de fígado, em geral com ultrassom, porque o risco é maior. Se o seu laudo de imagem trouxe um nódulo, veja a página sobre nódulo no fígado.
A cirrose envolve muitas frentes ao mesmo tempo, e a sensação de quem convive com ela costuma ser a de estar perdido entre exames e médicos. A proposta da Dra. Amanda Saavedra é coordenar esse cuidado. A consulta é longa: ela ouve a sua história, lê os exames e os laudos que você já tem, investiga a causa da cirrose e define em que fase a doença está.
A partir daí, ela monta um plano com você:
Como atua em clínica médica, a Dra. Amanda também cuida da pressão, da glicose, dos rins, dos ossos e das outras questões de saúde que se misturam com a cirrose. Depois da consulta, você recebe um material individualizado com as orientações, os exames e os próximos passos organizados.
A família faz parte do cuidado. Quem convive com a pessoa costuma ser o primeiro a perceber sinais sutis, como sonolência fora de hora, esquecimento ou mudança de humor, que podem indicar encefalopatia hepática, uma complicação em que o fígado deixa de filtrar substâncias que afetam o cérebro. A família também ajuda a organizar os remédios, a alimentação e as datas dos exames.
Por isso, quando o paciente quiser, é bem-vindo trazer um familiar para a consulta. Entender a doença juntos ajuda a reduzir o medo e a agir rápido quando um sinal de alerta aparece.
Em casos específicos, quando a cirrose avança e o fígado já não consegue manter as suas funções, ou quando surgem algumas complicações, o transplante de fígado passa a ser considerado. Ele é a opção com potencial de cura nesses casos. A avaliação é feita por um centro de transplante, que analisa a gravidade da doença e as condições de saúde da pessoa. O papel da consulta é reconhecer o momento de fazer esse encaminhamento e preparar o paciente. A Dra. Amanda acompanha no consultório pessoas que receberam transplante de fígado.
A consulta presencial acontece no consultório do Jardim Botânico, na sexta-feira pela manhã. A consulta on-line acontece na quinta-feira e na sexta-feira à tarde, e facilita o acompanhamento de quem tem dificuldade de se deslocar. O atendimento é particular e o agendamento é feito pelo WhatsApp.
O dano já instalado no fígado não costuma ser revertido com remédio. Tratar a causa e acompanhar de perto ajudam a frear a doença e a evitar complicações. Em casos específicos, o transplante de fígado é a opção com potencial de cura.
Pode. Gordura no fígado, hepatites B e C, hepatite autoimune e doenças das vias biliares são causas frequentes de cirrose em quem não bebe.
Depende da fase da doença, da causa e do acompanhamento. Muitas pessoas com cirrose compensada vivem por muitos anos. A consulta avalia a sua situação de forma individual.
Não. Alguns remédios, como os anti-inflamatórios, e muitos chás e suplementos podem fazer mal ao fígado ou aos rins. Antes de começar qualquer remédio, converse com a médica que acompanha você.
Na maioria das pessoas, não. A proteína ajuda a preservar a massa muscular, que costuma diminuir na cirrose. A orientação alimentar é individual.
É o nome dado à cirrose quando, mesmo depois da investigação, nenhuma causa é encontrada. Muitas vezes, uma causa metabólica antiga, como a gordura no fígado, está por trás.
Pode e é bem-vinda, quando o paciente quiser. A família ajuda a perceber sinais de alerta e a organizar o cuidado em casa.
Conte pelo WhatsApp o seu diagnóstico ou o que os seus exames mostraram e se prefere a consulta presencial ou on-line. Você recebe a resposta com os dias e os horários disponíveis. Se preferir, conheça a página inicial, a consulta de hepatologia ou as perguntas frequentes.
Consulta longa para avaliar o fígado e as outras questões de saúde, com material individualizado depois.
ConhecerEsteatose hepática ligada ao metabolismo: o que muda no dia a dia e quando entra o remédio.
ConhecerInvestigação do hepatograma alterado, a partir dos exames que você já tem.
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